Irrigação como política permanente e Estado “ao lado do produtor”: Juliana Brizola apresenta propostas para o agro na Expointer

A candidata ao Governo do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) apresentou, na manhã desta sexta-feira (28) propostas para o desenvolvimento do setor agrícola do RS. No Painel do Agronegócio, realizado na Casa da RBS, na Expointer, Juliana destacou a necessidade de ampliar a irrigação, fortalecer a segurança do produtor diante das perdas climáticas, fomentar a agroindustrialização e aumentar a capacidade de articulação do Estado junto ao Governo Federal.

Juliana destacou que o Rio Grande do Sul irriga atualmente apenas 6% de seu território, embora tenha potencial para chegar a 18%, e lembrou que os efeitos do clima sobre a produção gaúcha não se restringem às enchentes.

“A gente sabe que as questões do clima atingem fortemente o nosso Estado, mas não são só as cheias. A estiagem também faz com que o nosso produtor rural sofra ano após ano”, afirmou.

Irrigação e Fundo Constitucional da Região Sul

Para ampliar os investimentos em irrigação e segurança hídrica, Juliana defendeu a prorrogação do FUNRIGS e uma articulação política em Brasília pela criação do Fundo Constitucional da Região Sul, nos moldes dos instrumentos já existentes para outras regiões brasileiras.

“Nós precisamos de mais articulação em Brasília. O Fundo Constitucional existe para o Nordeste, existe para o Centro-Oeste, e agora o Rio Grande do Sul é um Estado que está precisando disso. O fundo constitucional viria para auxiliar, entre outras áreas, o aumento da irrigação no campo, para que o nosso produtor tenha mais segurança”, disse.

A candidata defendeu que a ampliação da irrigação seja tratada como uma resposta estrutural às sucessivas estiagens que atingem o Estado. Atualmente, apenas 3,2% da área cultivada com soja no RS é irrigada. No milho, são 15%.

Juliana também afirmou que o governo precisa garantir condições para que o produtor tenha segurança para plantar e produzir, atuando tanto na busca por crédito e financiamento quanto na defesa das cadeias produtivas. Ao citar a situação da cadeia leiteira, a candidata defendeu uma atuação mais presente do poder público para proteger a competitividade da produção gaúcha.

“O Estado tem que caminhar ao lado do produtor rural, do pequeno, do médio e do grande. O Estado não pode ser um entrave para quem produz”, afirmou.

Juliana também defendeu uma relação de maior diálogo com o setor e criticou a transformação de divergências políticas em conflitos que acabam atingindo a economia: “O meu compromisso com o agro é de muito diálogo, escutar o setor e ajudar na questão do financiamento”.

Agroindústria para agregar valor

Outro plano apresentado por Juliana foi estimular a transformação da produção primária dentro do próprio Rio Grande do Sul, ampliando a participação da agroindústria na economia estadual.

“Eu quero muito fazer com que a gente consiga industrializar a nossa matéria-prima para agregar valor. O meu governo vai fomentar as agroindústrias, porque isso é muito importante para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.

A candidata disse não acreditar no aumento de impostos como caminho para promover o crescimento econômico e relacionou a recuperação da capacidade financeira do Estado à possibilidade de ampliar políticas de apoio ao setor produtivo.

“O Estado do Rio Grande do Sul, recuperando a sua saúde financeira, também terá mais condições de ajudar o agro a se recuperar”, afirmou.

Ao final da participação, Juliana reforçou que sua política para o setor será construída a partir da interlocução com produtores e entidades representativas. A proposta, segundo a candidata, é combinar diálogo, financiamento, segurança para produzir, irrigação e agregação de valor.

Coligação pelo povo: Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV)  Federação PSOL REDE PSB  AVANTE.  |.  CNPJ Cand.: 68.581.903/0001-47

plugins premium WordPress