Juliana Brizola e Edegar Pretto visitaram, nesta quarta-feira (12), a Aeromot, onde conheceram projetos estratégicos desenvolvidos pela empresa e conversaram com a direção e a equipe técnica sobre o potencial da indústria aeronáutica, da inovação e da tecnologia para gerar desenvolvimento, empregos qualificados e novas oportunidades para o Rio Grande do Sul.
Entre os projetos apresentados esteve o AeroCity, complexo industrial-aeronáutico em implantação em Guaíba, que prevê uma nova linha de fabricação de aeronaves, centro de tecnologia e infraestrutura aeroportuária própria. O empreendimento já reúne mais de R$ 80 milhões em investimentos, 50 empresas contratadas, oito termos de cooperação com universidades, mais de 40 estudos concluídos e cerca de 200 profissionais envolvidos. A previsão é de que a primeira fase seja concluída no final de 2027.
Para Juliana, projetos como o AeroCity mostram o potencial do Rio Grande do Sul para recuperar sua capacidade de atrair investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer uma indústria baseada em conhecimento e inovação.

“O Rio Grande do Sul precisa voltar a ser um lugar onde vale a pena investir, produzir e gerar emprego. O papel do Estado é conectar essas forças, criar um ambiente seguro para quem quer investir e garantir a execução de projetos que fazem o Rio Grande avançar.”, afirmou Juliana.
Fundada em 1967, a Aeromot atua na fabricação, manutenção e modificação de aeronaves e possui certificação de Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa desde 2019. A companhia também desenvolve projetos multimissão e sistemas complexos de monitoramento para helicópteros, além de trabalhar em iniciativas inovadoras, como aeronaves bimotores movidas a etanol.
Durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, a empresa também participou das operações envolvendo oito aeronaves deslocadas do Rio de Janeiro e de São Paulo para apoiar os trabalhos de resgate. A Aeromot é a única empresa nacional que reúne fabricação, manutenção e modificação de aeronaves com aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O presidente da Aeromot, Guilherme Cunha, apresentou o projeto AeroCity e destacou a intenção de transformar o espaço em um polo que conecte indústria, conhecimento e formação profissional.
“A gente está aqui para deixar um legado. É um projeto do Brasil, um centro de excelência, um polo educacional e estratégico, é uma plataforma de desenvolvimento real. Mais do que uma infraestrutura portuária, nós queremos fazer a integração da indústria, academia e governo”, mencionou.
Juliana ressaltou que essa integração entre empresas, universidades e poder público deve fazer parte de uma estratégia permanente de desenvolvimento para o Estado.
“O Rio Grande tem conhecimento e tem gente capaz. O que precisamos é colocar o Estado novamente no papel de protagonista, de articulador do desenvolvimento, criando as condições para que projetos como esse cresçam aqui, gerem empregos aqui e façam a nossa economia avançar”, concluiu.


