Coordenado pelo ex-reitor da UFSM, professor Paulo Burmann, o processo mobilizou 656 participantes, organizados em 35 grupos temáticos, reunindo especialistas, pesquisadores, representantes de movimentos sociais, entidades da sociedade civil, lideranças políticas e cidadãos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
Durante o encontro, os coordenadores apresentaram as principais conclusões dos trabalhos e entregaram oficialmente o relatório final à Juliana Brizola, encerrando uma das principais etapas da construção do programa de governo.
“Este plano nasce da escuta, do diálogo e da contribuição de centenas de pessoas que acreditam que o Rio Grande do Sul pode voltar a ser protagonista. É um compromisso construído a muitas mãos, colocando o povo gaúcho no centro das decisões e devolvendo à política a sua verdadeira função: servir às pessoas”, afirmou Brizola.

Segundo o coordenador-geral do Plano de Governo, Paulo Burmann, o processo foi marcado pela diversidade de contribuições e pelo elevado nível técnico dos debates.
“Concluímos uma etapa muito importante. Os 35 grupos produziram diagnósticos e propostas consistentes para os principais desafios do Estado. Agora iniciaremos o trabalho de sistematização dessas contribuições, consolidando um documento que representa uma construção coletiva e plural para o futuro do Rio Grande do Sul”, destacou Burmann.
O plano está estruturado em quatro grandes eixos: Área Social, Área de Infraestrutura, Área Econômica e Área Administrativa. Entre as prioridades estão o fortalecimento da educação pública, da saúde e da assistência social, o enfrentamento à violência contra as mulheres, a modernização da infraestrutura logística, a prevenção às mudanças climáticas, o incentivo à inovação, à indústria, ao agronegócio e à agricultura familiar, além de uma gestão pública transparente, eficiente, com equilíbrio fiscal e participação popular.
A próxima etapa será conduzida por uma comissão de sistematização, responsável por consolidar as propostas apresentadas pelos grupos temáticos. O documento final será protocolado junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) no momento do registro da candidatura.
A construção do Plano de Governo integra o Movimento Coração Gaúcho, iniciativa criada por Juliana Brizola e Edegar Pretto para ampliar a participação da sociedade na formulação de um projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, baseado no diálogo, na responsabilidade e no compromisso de devolver ao Estado seu protagonismo econômico e social.


